domingo, 7 de novembro de 2010

Sebos da Praça Tiradentes




Para quem acompanha este blog sabe que ir no centrão visitar os sebos é um vício, e como todo viciado eu me rendo à tentação e gasto o que posso (e o que não posso...) comprando maravilhas garimpadas nas estantes atulhadas. E aproveito para rever os amigos, como o Rodrigo, da Academia do Saber, que é um livreiro de primeira e a cada vez que o encontro aumenta a admiração que tenho por sua educação, gentileza simpatia e...descontos generosos...rs...Desta vez comprei preciosidades que já vinha procurando a um certo tempo, como o livro sobre o Morro do Castelo, no centro do Rio, e o catálogo raisonné da Tarsila do Amaral, este último um tijolão que quase deslocou minha clavícula...he...he...É o tal do "peso da cultura".

Nem só de Fasano vive o homem II




Como sempre, não consigo passar pelo Rio sem dar um pulo no Bar Luiz, na rua da Carioca, e almoçar alguma daquelas maravilhas da culinária alemã. Lá eu como com o coração.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dictionnaire International de la Mode






Taí outro livro ganho nestes dias e outro amigão, o João Braga, que o trouxe para mim de Paris, o que faz o presente ficar trés chic...rs...Mas é uma obra fundamental para consulta em moda e fiquei muito feliz com o carinho dele em trazer o volume (pesadíssimo!) até o Brasil. Os autores Lydia Kamitsis, Bruno Remaury e Nadine Coleno fizeram uma pesquisa completa sobre os principais verbetes e assuntos do universo do vestuário e rechearam a edição com muitas, mas muitas fotos mesmo, o que enriquece a obra. Vale a pena dar uma olhada em livrarias brasileiras que importam livros, ou ir logo nas FNAC e Amazon da vida para vê-lo e/ou adquirí-lo. Peça fundamental para qualquer interessado no assunto.

Liber Novus






O misterioso "Livro Vermelho", do suíço Carl Jung (1875-1961), considerado uma das obras inéditas mais importantes da história da psicologia e conhecido apenas por alguns poucos amigos do psicólogo, foi exibido nesta quarta-feira pela primeira vez em Nova York.
O livro escrito entre 1914 e 1930, considerado a principal fonte da obra de Jung, ficará em exibição até 25 de janeiro no Museu Rubin de Nova York, no bairro Chelsea, e especializado em artes do Himalaia.
O "Livro Vermelho", como era chamado pelo autor, consiste em uma viagem exploratória pelo inconsciente e nunca havia sido divulgado ao público fora do círculo de amigos a Jung.
No formato ofício com uma capa de couro vermelha, a obra, que tem como verdadeiro título 'Liber Novus' (Livro Novo), tem 205 páginas escritas a mão por Jung e várias ilustrações que lembram os manuscritos com iluminuras medievais.
A exibição do livro coincide com a publicação em edição fac-símile bilíngue com tradução para o inglês pela editora Vozes, aqui no Brasil.
Depois da morte de Jung, em 1961, o volume permaneceu em mãos de seus familiares, que se negaram a autorizar sua publicação e, inclusive, permitir o acesso a estudiosos, antes de finalmente concordar com sua divulgação.
Todos os psicólogos do mundo conheciam a existência desta obra do discípulo - e logo maior rival - de Sigmund Freud, mas apenas algumas pessoas tinha conseguido ter acesso a seu conteúdo até esta quarta-feira.
O livro é produto de um método introspectivo desenvolvido por Jung e conhecido como "imaginação ativa". Em suas páginas, o autor reproduz o resultado dessa exploração interior mediante palavras e ilustrações.
Muitos dos desenhos pintados por Jung são figuras mitológicas e mandalas, ou seja, diagramas simbólicos circulares utilizados pelo hinduismo e budismo.
A partir da experiência do "Livro Vermelho", que, depois da morte de Jung passou boa parte fechado num cofre forte de um banco suíço, o psicólogo desenvolveu sua teoria dos arquétipos e do inconsciente coletivo.
Na exposição, o visitante é convidado a contemplar como Jung buscou traduzir seus sonhos e fantasias em símbolos e formas gráficas contemporâneas, incluindo os diagramas circulares tibetanos.
"A mostra lança uma luz nova sobre a gênese da obra de Jung e a construção da psicologia moderna, e abre portas para compreender como as mandalas e as estruturas similares são interpretadas através das distintas culturas", explicou Martin Brauen, curador do museu.
Junto ao livro de quase 90 anos, a exposição apresenta uma série de desenhos a óleo e pastel, assim como esboços relacionados com a obra e outros documentos originais de Jung.
Entre os manuscritos exibidos em Nova York figuram, além disso, os "Livros Negros", que contêm ideias e fantasias que levaram à criação do "Livro Vermelho" do psicólogo nascido em 1875.
Tive a sorte de ser presenteado com este fac-símile por um amigo que
me surpreendeu pela consideração e carinho. Maravilha!!!

Sogukçesme Sokagi






Este nome é de uma parte de Istambul onde existem casas feitas de madeira, construídas no fim do século XVIII e que passam por restauro atualmente para abrigar lojas, centros culturais e escritórios. Eu as conhecí detonadas pelo tempo e acredito que eram mais instigantes, mas o mundo agora quer dar up grade em tudo e, às vezes, a coisa fica meio fake. Numa crise e nostalgia recente, me lembrei do impacto que elas causaram em mim e deixo aquí algumas imagens como registro.

Sneakers






Assistí ontem à noite o documentário Sneakers: entrando de sola na cultura urbana, que foi o trabalho de conclusão de curso na ECA-USP, em 2008, do jornalista Edson Soares e que faz um registro muito bem feito,- com timing perfeito e convidados certos - da cultura do tênis hoje. Com as entrevistas que focam desde grafiteiros, colecionadores e artistas plásticos, até acadêmicos, como João Braga, e estilistas como Alexandre Herchcovitch, o diretor faz um amplo comentário sobre esta cultura onde os pisantes são customizados e chegam a alcançar prêços de mercado astronômicos (tênis de US$ 3.000!!! WOW!!!).É surpreendente ver como a contemporaneidade abarca artigos feitos em série mas também promove a personalização, como se fosse uma corrente contrária à uniformização. É ver para crer. Assistam pois está no YouTube.

Stairway to heaven...


Dêem uma sacada nesta escada.Muito bom, né?